umontedecoisasquesinto
É no abandono que te devoro. Quem pode nesse tempo tentar me convencer que o dia amanhece sem o meu sustento mas quem grita no rebento é o meu corpo sem abraço. É no abandono que te devoro e esse medo de morrer...ninguém se livra desse livramento de tentar ser passarinho sem bico. Esgoelei a ponta da minha boca e o que sobrou foi o sopro do teu-tão-nosso silêncio. Não sei separar a intuição das boa escolhas mas quero mesmo é que se foda se isso é regra ou poesia. Talvez quem sabe ela ande sozinha pelas ruas tão sem gente. Sinto que esse ritmo de palavras fala mais do que meu buraco fundo, sem peso ou drama, daqui do bem fundo. Tenho medo de acabar com esse meu desespero e prevalecer nessa dança de pés e mãos simpáticos, de uma felicidade medonha. Divido a minha fronha com meus pesadelos que, por sinal, são lindos, muito mais belos do que o que é tão confortável que a coluna se acostuma, se estica e nunca mais se espeta.

Tá faltando o marcador "desabafo" nesse blog rs
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